Há dias em que acordas sem a mínima paciência; então apenas esperas que o dia te corra da melhor forma, sem qualquer percalço pelo caminho. Mas é precisamente nesses dias que acontece sempre alguma coisa, parece que é de propósito. Uma discussão parva, um olhar mal interpretado, uma palavra que não caiu bem, ou simplesmente as mesmas hipocrisias de sempre; começas a encher, a encher, mais do que aquilo que consegues suportar... Então rebentas, e os cacos espalham-se, para cima de ti, para cima dos outros, e acabas por ter duas opções no final disto tudo. Opção um: fiz merda, agora estou na lama, eu e os outros; mais valia ter-me aguentado, peço desculpa. Opção dois: tudo o que é demais enjoa, e há-que pôr um ponto final em situações indesejáveis. Desculpas? Evitam-se, tanto do meu lado como do outro. E eu escolho, definitivamente, a opção dois. Caí? Levanto-me. Os outros se caíram, que se levantem também. Comigo quem quiser, contra mim quem puder. Eu gosto, eu quero e eu falo sempre pela frente, e nunca por trás. Se não gostam, não comam, não oiçam [as verdades que não convêm]! E que acabem as intrigas, os ciúmes e as mentiras, porque não parece que haja amizade que resista a tanta mediocridade.
[Haja respeito!]
[Haja respeito!]
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