Dezanove de setembro de dois mil e dez. o relógio rondara as treze horas e trinta minutos. nunca o caminho para casa me pareceu tão longo... a música ecoava do telemóvel aos fones mas não a ouvia. estava no perfeito e absoluto estado de abstracção. não podia em momento algum imaginar que esta seria a noite determinante. prendi o olhar no teu naquele exacto momento em que o cruzámos. aconteceu algo. impalpável, imperceptível ao comum transeunte. senti-o. não compreendi e tão pouco o sei explicar. certo ou errado, importa-me pouco a apreciação do resto do mundo à minha volta. senti-o. e fizeste-me finalmente sorrir de dentro. não foram meros momentos. não foram. não foram meras carícias. não foram meros abraços. não foram meros beijos. a ligação foi real. foi íntima. foi intrínseca às coisas que não se explicam. o tempo voou. o tempo congelou. a linha do tempo desfez-se e reconstruiu-se inúmeras vezes naquelas horas. a minha pele chama o toque da tua. o teu cheiro permanece-me entranhado numa memória que escassos minutos mais tarde deixa a sensação de saudade. e é loucura talvez... mas sinto. tudo isso. e tanto que não cabe sequer na forma das palavras.
Música: Need you now by Lady Antebellum
Gosto cada vez mais da forma como tu escreves....consigo perfeitamente perceber o que sentes devido á forma como expões os teus sentimentos....
ResponderEliminarGosto muito de ti*
Catarina